Noite cheia,
noite de brilhantes e silentes estrejas,
noite em que as mariposas se suicidavam
se esfregando nos postes excitados
de neon

e que os anjos
se reuniam para suas libidinosas orações
e encontros em algum fantástico
cando, cheio de cores, de desejos
e de encantos;

sim, noite escura,
mas sem fantasmas,
em que as senciências dos demais sapiens
adormecem, deixando-nos somente,
à quieta sombra,

o silêncio e o amor
para mutuamente (e em paz)
desfrutarmos!
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