Delicadeza e elegância

Veste-se de elegância
É lesta, subtil e discreta
Tão gentil é seu esvoaçar deixando no
Ar gomos de delicadeza e fragância a retocar
Sussurram brisas arquitectadas
No tear dos meus silêncios
Pincelam as calmarias aninhadas
Entre os quadris do tempo bem agasalhado
Sem sustentação o silêncio orquestra toda
Aquela solidão heterónima alimentando a
Letargia da noite que chega flagelada e anónima
Na quietude da madrugada sorri a saudade
Alojada em tantas memórias...arrimo da minha fé
Jorrando agradecida rotulada numa oração assim abençoada
Frederico de Castro
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