E EU AINDA CONTINUO A TE ZELAR
... contra a rigeza
fria do inverno sem ela,
criei
um solitário, angustiante
e seco deserto;
contra a eterna
distância e as moucas e tristes
lembranças dela, cavei ocos e buracos
no mundo para enterrar
o que em mim tivesse
aqui ainda ficado do olhar, do prazer,
do amor e do orvalho angelical
dela.
De repente,
adoeci e me adormeci no mundo:
de quando acordei até hoje não vi mais
que multidões e rebanhos
de sombras
disfarçadas com alguma clara
e tediosa luz sapientemente
arquitetônica!
fria do inverno sem ela,
criei
um solitário, angustiante
e seco deserto;
contra a eterna
distância e as moucas e tristes
lembranças dela, cavei ocos e buracos
no mundo para enterrar
o que em mim tivesse
aqui ainda ficado do olhar, do prazer,
do amor e do orvalho angelical
dela.
De repente,
adoeci e me adormeci no mundo:
de quando acordei até hoje não vi mais
que multidões e rebanhos
de sombras
disfarçadas com alguma clara
e tediosa luz sapientemente
arquitetônica!
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