E EU AINDA CONTINUO A TE ZELAR
... contra a rigeza
fria do inverno sem ela,
criei
um solitário, angustiante
e seco deserto;
contra a eterna
distância e as moucas e tristes
lembranças dela, cavei ocos e buracos
no mundo para enterrar
o que em mim tivesse
aqui ainda ficado do olhar, do prazer,
do amor e do orvalho angelical
dela.
De repente,
adoeci e me adormeci no mundo:
de quando acordei até hoje não vi mais
que multidões e rebanhos
de sombras
disfarçadas com alguma clara
e tediosa luz sapientemente
arquitetônica!
fria do inverno sem ela,
criei
um solitário, angustiante
e seco deserto;
contra a eterna
distância e as moucas e tristes
lembranças dela, cavei ocos e buracos
no mundo para enterrar
o que em mim tivesse
aqui ainda ficado do olhar, do prazer,
do amor e do orvalho angelical
dela.
De repente,
adoeci e me adormeci no mundo:
de quando acordei até hoje não vi mais
que multidões e rebanhos
de sombras
disfarçadas com alguma clara
e tediosa luz sapientemente
arquitetônica!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Tajy
Os olhos e o coração
florescem, tal qual
tajy no Rio Paraguai,
sob o céu austral,
Sempre que percebo
os teus bonitos sinai…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
histórias
Tu não sabes o que deves saber, mas já te conto algo a respeito. As histórias não terminam, e sim que mudam táticas, mudam de lugar trama…
Darlan de Matos Cunha
Desprezo.
O Amargor de um desprezo é sentido por todos os humanos ... por animais selvagens e domésticos - Aqui no meu bairro existia um ser human…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Lamentos II
Meus sentimentos estão a enfraquecer pois nada encontro ... para me fortalecer - a não ser o amor de Adonai em seu eterno perdão - para…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*