Final de tarde...(soneto)
Final de tarde, até o mar se cala
diante da tristura, nada mais regala
o coração da moça na janela
ao lembrar do sonho que ainda anela...
Olhar perdido, a solidão apunhala
o pranto surge e os sonhos despetala
um a um, e a moça não é mais aquela
que acreditava em amores de novela...
Sem alarde, chora ela calada
vencida pela dor e comoção
olhando o mar na noite estrelada...
Lágrimas descem a face já marcada
pela magoa e a cruel decepção:
não há mais sonhos nem contos de fada...
(ania)
diante da tristura, nada mais regala
o coração da moça na janela
ao lembrar do sonho que ainda anela...
Olhar perdido, a solidão apunhala
o pranto surge e os sonhos despetala
um a um, e a moça não é mais aquela
que acreditava em amores de novela...
Sem alarde, chora ela calada
vencida pela dor e comoção
olhando o mar na noite estrelada...
Lágrimas descem a face já marcada
pela magoa e a cruel decepção:
não há mais sonhos nem contos de fada...
(ania)
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