Há palavras…
Há palavras...
que ganham asas ao soprar do vento,
Permanecem estáticas e mudas ditas em silêncio,
Carinhosas e cristalinas num nobre sentimento,
E tão rudes quando se erguem em tom violento.
Há palavras...
sábias esculpidas em papiros e inventos,
Permanentemente remexidas num tamanho vicio,
Às vezes meditadas num satírico momento,
Em cenário lúdico de consagrado argumento
Há palavras...
Que trazem emoção e gestos, no mudo discurso,
Apinhadas de colo, em abraços certos,
E engradecem a alma em cada percurso.
Há palavras....
Unidas num seio laureado de alento,
E outras injustas e deprimentes de afetos,
Que rasgam a alma num sórdido desalento.
Há palavras...
Difíceis de esquecer e cruéis de ver,
Desventradas, manipuladas em sombras e medos,
Que estalam no corpo em rasgos do ser.
Há palavras...
De chuva, de vento, de pó, de pedras, e folhas caídas no chão...
De noites sombrias, sem leito, nem pão,
De nuvens cinzentas, tristes e agoirentas,
De pombas brancas, de lírios e cores de limão,
De luzes e estrelas guiadas pelo céu,
Estro de poemas, de livros e toques
Que nunca se vão.
08-12-2018 Maria Antonieta Matos
que ganham asas ao soprar do vento,
Permanecem estáticas e mudas ditas em silêncio,
Carinhosas e cristalinas num nobre sentimento,
E tão rudes quando se erguem em tom violento.
Há palavras...
sábias esculpidas em papiros e inventos,
Permanentemente remexidas num tamanho vicio,
Às vezes meditadas num satírico momento,
Em cenário lúdico de consagrado argumento
Há palavras...
Que trazem emoção e gestos, no mudo discurso,
Apinhadas de colo, em abraços certos,
E engradecem a alma em cada percurso.
Há palavras....
Unidas num seio laureado de alento,
E outras injustas e deprimentes de afetos,
Que rasgam a alma num sórdido desalento.
Há palavras...
Difíceis de esquecer e cruéis de ver,
Desventradas, manipuladas em sombras e medos,
Que estalam no corpo em rasgos do ser.
Há palavras...
De chuva, de vento, de pó, de pedras, e folhas caídas no chão...
De noites sombrias, sem leito, nem pão,
De nuvens cinzentas, tristes e agoirentas,
De pombas brancas, de lírios e cores de limão,
De luzes e estrelas guiadas pelo céu,
Estro de poemas, de livros e toques
Que nunca se vão.
08-12-2018 Maria Antonieta Matos
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