CURVADO
Tenho sempre
fome e sede daquele tempo
que não volta mais,
daquela
casa em que nos fomos
mútuos espelhos,
dos mares,
das árvores,
dos céus,
dos sonhos,
das fantasias
e dos infinitos que juntos
povoamos;
tenho saudade
de tudo, até das chuvas de fogo
e das afiadas pedras que
nos jogávamos
num círculo
louco de amor, de ciúme,
de possessividade, de ódio e de loucura
incontrolados!
fome e sede daquele tempo
que não volta mais,
daquela
casa em que nos fomos
mútuos espelhos,
dos mares,
das árvores,
dos céus,
dos sonhos,
das fantasias
e dos infinitos que juntos
povoamos;
tenho saudade
de tudo, até das chuvas de fogo
e das afiadas pedras que
nos jogávamos
num círculo
louco de amor, de ciúme,
de possessividade, de ódio e de loucura
incontrolados!
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