A IMENSIDÃO DO NADA
Sou um cão líquido,
eu reflito espelhos com a coragem
de quem não se ousa olhar
perante eles;
eu comemoro os mortos
porque eles não podem mais usar
nenhum céu ou nenhum desaguadouro
como eu,
nem criarem
mais nenhum palco, compor mais nenhum
poema, ou se perderem em mais
nenhuma ilusão;
sim, eu espelho
o inferno dos vivos, com seus
abastemas e com suas vesanias tão faustas
e coloridas,
e eu comemoro
com os mortos, beijando-os
todos os dias com
minha língua!
eu reflito espelhos com a coragem
de quem não se ousa olhar
perante eles;
eu comemoro os mortos
porque eles não podem mais usar
nenhum céu ou nenhum desaguadouro
como eu,
nem criarem
mais nenhum palco, compor mais nenhum
poema, ou se perderem em mais
nenhuma ilusão;
sim, eu espelho
o inferno dos vivos, com seus
abastemas e com suas vesanias tão faustas
e coloridas,
e eu comemoro
com os mortos, beijando-os
todos os dias com
minha língua!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Quedo-me penseroso ! - 29/07/2026
No silêncio quedo-me penseroso
Avaliando se tal se pode aferir,
O louco amor rutilante misterioso,
Que espre…
Armando A. C. Garcia
Sob as ondas da vida ! - 31/07/2026
Na aspérrima estrada da vida
Tortuosa onde brada o pavor,
E estrondeia a ira incontida
Em inúteis furores de s…
Armando A. C. Garcia
Assimétricos destinos ! - 01/08/2026
Tem gente de corpo limpo e alma suja,
E tem gente de corpo sujo, e alma limpa.
São assimétricos os seus procedimentos …
Armando A. C. Garcia
Aves de rapinas! - 02/08/2026
Os ladrões são como aves de rapinas
Sobrevoando o horizonte pra atacar,
Geralmente eles atacam nas surdinas,
…
Armando A. C. Garcia