APENAS UM ESTRANHO NESTE NINHO
Ausentes nas novas auroras,
na chuva que cai ou no vento que entoa
a penumbra: bocas, mãos,
corpos e inválidas asas
em desvelos:
ama-me assim
(se é que me amas) em silente
e sagrado segredo, em mares altos
ou em baldios terreiros.
Mas sem a palavra volátil,
porque meus portos estão todos alagados,
e meus guarda-chuvas estão
todos quebrados:
sente apenas (e escolhe),
que posso ser teu, renascido e intacto,
ou apenas (e novamente) um futuro
pássaro angustiadamente
prostrado.
na chuva que cai ou no vento que entoa
a penumbra: bocas, mãos,
corpos e inválidas asas
em desvelos:
ama-me assim
(se é que me amas) em silente
e sagrado segredo, em mares altos
ou em baldios terreiros.
Mas sem a palavra volátil,
porque meus portos estão todos alagados,
e meus guarda-chuvas estão
todos quebrados:
sente apenas (e escolhe),
que posso ser teu, renascido e intacto,
ou apenas (e novamente) um futuro
pássaro angustiadamente
prostrado.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Ao Arquiteto do Universo - 12/09/2004
Ao Grande Arquiteto do Universo Eu peço, neste meu humilde verso , Um mundo de amor, paz e progresso Entendimento nos lares e sucesso. …
Armando A. C. Garcia
Senti a dor trespassar... ! (soneto) - 10/11/2015
Depositei em tuas mãos a mocidade Senti a dor trespassar o coração. Cansado de aguardar outra intenção, Que a vida me frustrou e…
Armando A. C. Garcia
Senti a dor trespassar... ! (soneto) - 10/11/2015
Depositei em tuas mãos a mocidade Senti a dor trespassar o coração. Cansado de aguardar outra intenção, Que a vida me frustrou e…
Armando A. C. Garcia
O amor é fogo ... (soneto) - 09/02/2016
O amor é fogo que arde sem queimar,
É algo imaterial qu’a gente sente e não vê,
É o despertar pra vida da alma e da fé,…
Armando A. C. Garcia