As lágrimas do Limpopo
Olhos húmidos, quentes, apavorados e doentes
observam taças negras Plantadas nas gargantas alheias.
As lágrimas transbordam
e plantam violentamente nostalgia
com excruciantes versos sem poesia
arrastando o milho que a fome mataria.
Limpopo, enche seu rosto de tanta lágrima
retesando seus caudais
esmerila a terra com o seu choro arrepiante
Finando vidas
engolindo casas, bens e materiais.
Com sua fúria, muitas famílias desgraçou,
sem misericórdia a pobreza multiplicou
tantas escolas e machambas inundou,
das crianças, o sorriso arrancou
e aos camponeses, um antro melancólico deixou.
Por Lod Undergraund e Narciso Baloi
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Quedo-me penseroso ! - 29/07/2026
No silêncio quedo-me penseroso
Avaliando se tal se pode aferir,
O louco amor rutilante misterioso,
Que espre…
Armando A. C. Garcia
Sob as ondas da vida ! - 31/07/2026
Na aspérrima estrada da vida
Tortuosa onde brada o pavor,
E estrondeia a ira incontida
Em inúteis furores de s…
Armando A. C. Garcia
Assimétricos destinos ! - 01/08/2026
Tem gente de corpo limpo e alma suja,
E tem gente de corpo sujo, e alma limpa.
São assimétricos os seus procedimentos …
Armando A. C. Garcia
Aves de rapinas! - 02/08/2026
Os ladrões são como aves de rapinas
Sobrevoando o horizonte pra atacar,
Geralmente eles atacam nas surdinas,
…
Armando A. C. Garcia