Lágrimas oclusas

Embalo tuas lágrimas caindo pelos
Beirais do tempo que pranteia impávido e perplexo
Enxugando só um eco que subsiste tão conexo
São muitas estas noites desacordadas e insones
Embebedando cada hora on line onde consumo paciente
Tantos bytes de versos e desejos quase indulgentes
Despindo a noite a lua emerge na minha solidão
Tão procrastinada e suspende a saudade que ansiosa
Esculpe todo silêncio, esquecido, renitente... sequioso
Ficou em cacos a memória de tantas madrugadas
Desassossegadas ocultando as ilusões onde se afogam
Agonias enrubescidas pelas paixões bem ressarcidas
Frederico de Castro
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