Felicidade
Orienta-me os passos pelas estradas infinitas
Impregnadas de neve cinzenta onde o frio
Corta os sentidos deixa os animais desauridos
E as criaturas mais desprevenidas sem abrigos
Elucida-me nas encruzilhadas da vida
Nas decisões sem devaneios ingratos
Sem demoníacas ilusões
Para que o meu olhar recaia como dois faróis
Sobre os outros e o mundo como sóis
Abraço-te em estado de alma sereno
Como se a dádiva da vida bastasse em plenitude
Pois o milagre do acontecer requer sensatez
Aceitação desfrute entrega atitude
Retalho-me em felicidade e deixo correr
O rio da descrença para o mundo da escuridão
Distendo-me na alegria que prometi a mim mesma
Levanto o semblante para a lua e ergo-me mesmo em exaustão
Moldo em mim o castelo da paz onde permaneço
Mesmo na velocidade alucinante das criaturas
Em condição pedregosa eternamente errante
E nesta confluência do ser e do conhecer vai-se o tormento
E em reminiscências de estrelas longínquas
Inunda-nos em fogo o reconhecimento
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
planos de não machucar o coração
queimo as cartas apago os e-mails não toco no assunto bebo co'as amigas o álcool presente evaporando a ferida desvio o pensamento sem dev…
Kátia Surreal
Parcel da Draga
Encontrar-se ali
no Parcel da Draga,
Não abandonar-se,
e não permitir-se
ser por nada enganada.
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Parcel da Granada
Num mundo que tudo
é campo de batalha,
Prefiro encontrar
o Parcel da Granada,
e continuar inspirada.
[Convicta e apa…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Parcéis
Ideais coloridos e pincéis,
realidade de sólidos parcéis.
[Nos lábios os sutis cordéis.]
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski