Sopro de vida
Sopro de vida!
Que premeias os seres ávidos de movimento
Galardoa-os com a lucidez com que vibras
Sintoniza estes braços que sustentam as mãos
Em direção à reconciliação
Porque as criaturas navegam no caos
Perdendo o contacto com o eterno
Persistindo enlouquecidas e esquecidas
Neste cintilar no escuro averno
Sopro de vida!
Faz com que o sémen incólume
Esvoace sobre os oceanos mais revoltos
As guerras mais macabras
As feridas mais profundas por cicatrizar
Os sentimentos de agonia e raiva
Sem a benevolência almejar
Sopro de vida!
Transporta a pequena semente mais potente
Para terrenos férteis singelos e puros
Onde o homem em transmutação
Ultrapasse este presente estonteante e degradante
Acalenta a sua alma e dá-lhe guarida
Onde o renascimento possa acontecer
Pois percorre o mundo perdida e a ensandecer
Comentários (1)
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2018-03-20
Excelente cara poeta... um forte e belo poema... sou de 16/2... irmãos somos de sihno... saludos, alkas poetery
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