E O INVERNO QUEIMOU COMO O INFERNO!
Ó Senhora, amante
das luzes e dos farrapos humanos:
sempre, sempre vestida
de branco
- com o corpo a se queimar
de (embora negados) extáticos desejos
e com a alma ligada a púmbleos
ensejos -;
por que é que
me vieste assim de tãos distantes sonhos
e por que me trouxeste tão paradoxais
imagens,
se não for a
para tentares apagar um crepúsculo
que já nascera verticalmente
condenado
e horizontalmente
contaminado?
das luzes e dos farrapos humanos:
sempre, sempre vestida
de branco
- com o corpo a se queimar
de (embora negados) extáticos desejos
e com a alma ligada a púmbleos
ensejos -;
por que é que
me vieste assim de tãos distantes sonhos
e por que me trouxeste tão paradoxais
imagens,
se não for a
para tentares apagar um crepúsculo
que já nascera verticalmente
condenado
e horizontalmente
contaminado?
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