ELAS NÃO NOS PERDOAM, BUKOSKI!
... vês, moça,
como já estão velhas estas
pálidas paredes?
Percebes
os trincos e as fissuras que se lhes
abre no belo vigor
de outrora?
Sentes, moça,
quantos fantasmas contêm esta
casa já velha e abandonada?
E, levando em conta
tudo isso, moça, por que não te
atreves,
finje um pouco,
dissimula,
inventa-me um sonho,
uma fantasia, satisfaz-me o desejo
da brasa
e sacia-me um pouco
dessa sede imensa com que tenho
te bebido, mesmo em tua
ausência?
como já estão velhas estas
pálidas paredes?
Percebes
os trincos e as fissuras que se lhes
abre no belo vigor
de outrora?
Sentes, moça,
quantos fantasmas contêm esta
casa já velha e abandonada?
E, levando em conta
tudo isso, moça, por que não te
atreves,
finje um pouco,
dissimula,
inventa-me um sonho,
uma fantasia, satisfaz-me o desejo
da brasa
e sacia-me um pouco
dessa sede imensa com que tenho
te bebido, mesmo em tua
ausência?
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