O INFERNO É O ESPELHO DOS OUTROS, MAS NOSSO MAIOR INIMIGO SOMOS NÓS MESMOS V!
A me sombrear em imensidades atormentadas
entre egos que regozijam suas emanações cálidas, me fausto em um deus de enxurradas turvas, a tecer minhas gêneses ominosas em efígies vazias.
Cinjo o céu com colorações ciprestes, e invado a terra com melodias rupestres.
Contenho os rios em minhas margens, e adorno as flores de jardins suspensos aos ares.
Voo como pássaros cibernéticos, e rastejo como serpentes viperinas.
Translucideio os cernes dos ilustres, e verbeio açoites em folhas brancas.
Enredo palavras cândidas em versos incompletos, e engesso o espelho que reflete minha face esquálida.
Exibo a formosa lenda entre as vielas oníricas, e me deito com as virgens de todos os reinos.
Pairo nas tempestades e nas brisas, e esparjo incensos às relvas rasteiras.
Abranjo os cimos dos montes mais altos, e perscruto os segredos do universo e das possibilidades.
Movimento as inércias mais distantes, e bebo dos mares mais esplendorosos.
Acalento esperanças fluorescentes, e esconjuro o porvir umbrático.
E, ao fim, desvaneço-me de meu poder, degenero-me entre meus destroços, e me apago no amanhã em que habita o silêncio sempiterno.
Sem pensamentos artificiais e sem egos ávidos em vidas que nunca houve.
entre egos que regozijam suas emanações cálidas, me fausto em um deus de enxurradas turvas, a tecer minhas gêneses ominosas em efígies vazias.
Cinjo o céu com colorações ciprestes, e invado a terra com melodias rupestres.
Contenho os rios em minhas margens, e adorno as flores de jardins suspensos aos ares.
Voo como pássaros cibernéticos, e rastejo como serpentes viperinas.
Translucideio os cernes dos ilustres, e verbeio açoites em folhas brancas.
Enredo palavras cândidas em versos incompletos, e engesso o espelho que reflete minha face esquálida.
Exibo a formosa lenda entre as vielas oníricas, e me deito com as virgens de todos os reinos.
Pairo nas tempestades e nas brisas, e esparjo incensos às relvas rasteiras.
Abranjo os cimos dos montes mais altos, e perscruto os segredos do universo e das possibilidades.
Movimento as inércias mais distantes, e bebo dos mares mais esplendorosos.
Acalento esperanças fluorescentes, e esconjuro o porvir umbrático.
E, ao fim, desvaneço-me de meu poder, degenero-me entre meus destroços, e me apago no amanhã em que habita o silêncio sempiterno.
Sem pensamentos artificiais e sem egos ávidos em vidas que nunca houve.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Flores e amores
Poderia ter nascido uma flor, mas o que nasceu era um sentimento.
Poderia ter sido uma rosa, mas era um amor.
Poderia estar em …
A poesia de JRUnder
Poeira em desencanto.
Tem vezes que quando observo o infinito - todas as cores despontam... e meus olhos e ouvidos ouvem o chiar das trombetas dos deuses. A t…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Brasil ! teus filhos exigem mudanças (soneto) - 11/05/2016
Brasil ! teus filhos exigem mudanças,
A mudança radical, te conclamam
Jazem de joelhos suas esperanças
Por um …
Armando A. C. Garcia
Naturalmente, (soneto) - 12/12/2017
Naturalmente, sonhando acordado
Controlando desejo e emoção
Verdade ou mentira, que importa então,
Se este meu…
Armando A. C. Garcia