A SAUDADE DA CHUVA

Caem gotas escassas e brandas,
Com meiguice a beijar a vidraça,
Parecem olhinhos da ciranda,
Que o vento a traz de banda,
Oh! Chuva tens tanta graça!

Fixei-te cheia de saudade,
Que não tardei a sorrir,
A pensar com esta idade,
Nunca te senti fragilidade,
E tão custosa de parir!

Não te ausentes por mais tempo,
Que fico triste na desventura,
A lutar contra esse tempo,
Esperando-te a qualquer momento,
Mesmo que tragas loucura!

27-02-2018 Maria Antonieta Matos
431 Visualizações

Comentários (0)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.