Enganos
Pensei amar em você o que de mim em você havia
Tão tênue e eu não sabia
O limite entre a realidade e a ilusão
Cai então no conto do amor perfeito
E ali deitada em teu peito fiz uma regressão
Aos velhos tempos de infância
Você sabe
Alma gêmea...
Príncipe encantado...
Outra metade da laranja...
Confusão!
Deixei-me mover por idéias d'algo que não pensa
Loucura
Inconsequência
Coração
Hoje sofro por ceder a esta influência
Vagando como morta entre vivos
Vivendo com a morte da inocência
Então creio que mais feliz seja o "ignorante"
Que não questiona os "por quês" e obstante
Simplesmente lança-se em viver ao léu
Deve ser o céu!
Estar sempre alheio
Usando o fatídico como meio
De dar a vida sabor - Mel, fel
Infelizmente esta não é a minha verdade
Tenho em mim, sem piedade, a inconformidade a me atormentar
E agora ao te olhar posso enxergar-te como és
Sabendo que de mim em você não havia nada
Que perdi tantas madrugadas por tolice ou revés.
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