Pensei amar em você o que de mim em você havia

Tão tênue e eu não sabia

O limite entre a realidade e a ilusão

Cai então no conto do amor perfeito

E ali deitada em teu peito fiz uma regressão

Aos velhos tempos de infância

Você sabe

Alma gêmea...

Príncipe encantado...

Outra metade da laranja...

Confusão!

Deixei-me mover por idéias d'algo que não pensa

Loucura

Inconsequência

Coração

Hoje sofro por ceder a esta influência

Vagando como morta entre vivos

Vivendo com a morte da inocência

Então creio que mais feliz seja o "ignorante"

Que não questiona os "por quês" e obstante

Simplesmente lança-se em viver ao léu

Deve ser o céu!

Estar sempre alheio

Usando o fatídico como meio

De dar a vida sabor - Mel, fel

Infelizmente esta não é a minha verdade

Tenho em mim, sem piedade, a inconformidade a me atormentar

E agora ao te olhar posso enxergar-te como és

Sabendo que de mim em você não havia nada

Que perdi tantas madrugadas por tolice ou revés.
561 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.