APRENDI A GOSTAR DA MADRUGADA

Aprendi a gostar
da madrugada
- escura, silenciosa
e solitária -:

nela não vejo
borboletas com asas flutuantes,
arcanjos com purezas
tremeluzentes,

marimbondos
com venenos horrentes
nem menestréis com atuações
mambembes.
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