Acasos e coincidências
Respira-se e saboreiam-se momentos
De uma intuição embebedada de silêncios
Remasterizados com cânticos solenes e inebriados
Dissolve-se o tempo num cálice de prazeres
Misturados num sorriso meramente aditivado
Com sonhos escapulindo neste meu silêncio privado
Enfeitada assim a solidão retira-se para o aconchego
Das minhas saudades colorindo os horizontes solenes das
Planícies etéreas deixadas de infusão no perfil da noite perene
Abro o link das memórias e lá me infesto com todos os acasos e
Coincidências agitando a escuridão agreste onde pululam vultos solidários
Com a minha solidão colectada numa enxurrada de ilusões mercenárias
Frederico de Castro
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