O Beijo
Beijo bom é uma obra de dois,
É sintonia fina que tudo expulsa
Em qualquer ambiente tudo vira valsa,
Nessa pintura feita da saliva de nós.
É quando se perde o folego e se morde o beiço,
Um laço embolado em afago
Fogo molhado que queima e afoga,
Carinho sedento de arrancar pedaço.
É o encaixe certeiro da peça que faltava,
O entrosamento suave de parceiros de dança,
O momento do toque da presa na lança
Quando, de certo, o ponteiro do relógio trava.
É como diria a canção.
É mão sem rumo que deixa arrepio,
É quando o lábio atropela sem desvio,
Sendo dois rios inteiros sem direção.
É sintonia fina que tudo expulsa
Em qualquer ambiente tudo vira valsa,
Nessa pintura feita da saliva de nós.
É quando se perde o folego e se morde o beiço,
Um laço embolado em afago
Fogo molhado que queima e afoga,
Carinho sedento de arrancar pedaço.
É o encaixe certeiro da peça que faltava,
O entrosamento suave de parceiros de dança,
O momento do toque da presa na lança
Quando, de certo, o ponteiro do relógio trava.
É como diria a canção.
É mão sem rumo que deixa arrepio,
É quando o lábio atropela sem desvio,
Sendo dois rios inteiros sem direção.
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