Quadrado Formoso
1
Para lá da fronteira do sorriso
encontram-se dentes amarelos,
pútridos. Ainda assim belos
são os lábios carnudos.
2
O meu futuro esconde-se
para lá de um pálido espelho.
A mão, curiosa, pergunta
se algum dia serei velho.
3
O mundo é tão solitário!
Pousa-se no ombro uma mão,
um sorriso trespassa-me.
Não, solitário não,
porque cinco pessoas fazem um mundo.
Este dorme pensando,
à direita pensam sonhando,
um carrega os três
e o quinto é cego.
4
I
Um sonho na floresta,
no vento que me ergue
à Lua,
e uma besta
incansável persegue
uma Deusa nua.
II
A mente cai, sonha,
e o corpo flutua entre
as árvores, e no ventre
de uma nébula
branca, fofa e dispersa
Ouve-se uma conversa.
III
São as flautas que cantam
as lendas dos sonhadores
que ante mim se levantam,
que jazem hoje elevados
nos céus dos que amores
colheram nos cedros entrelaçados
desta floresta.
IV
Árvores ocas de ilusão,
os vossos ramos nos indiquem
aos céus negros de cristal,
e erguem-se as vozes num ritual,
comprometidos, mão com mão,
neste sonho na floresta.
Para lá da fronteira do sorriso
encontram-se dentes amarelos,
pútridos. Ainda assim belos
são os lábios carnudos.
2
O meu futuro esconde-se
para lá de um pálido espelho.
A mão, curiosa, pergunta
se algum dia serei velho.
3
O mundo é tão solitário!
Pousa-se no ombro uma mão,
um sorriso trespassa-me.
Não, solitário não,
porque cinco pessoas fazem um mundo.
Este dorme pensando,
à direita pensam sonhando,
um carrega os três
e o quinto é cego.
4
I
Um sonho na floresta,
no vento que me ergue
à Lua,
e uma besta
incansável persegue
uma Deusa nua.
II
A mente cai, sonha,
e o corpo flutua entre
as árvores, e no ventre
de uma nébula
branca, fofa e dispersa
Ouve-se uma conversa.
III
São as flautas que cantam
as lendas dos sonhadores
que ante mim se levantam,
que jazem hoje elevados
nos céus dos que amores
colheram nos cedros entrelaçados
desta floresta.
IV
Árvores ocas de ilusão,
os vossos ramos nos indiquem
aos céus negros de cristal,
e erguem-se as vozes num ritual,
comprometidos, mão com mão,
neste sonho na floresta.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*