O Amor Inadvertido
Ama-se mais do que se pensa amar.
Com uma face carrancuda e inércia muscular
olha-se outra, mais risonha e mais linda,
e ama-se, ainda.
Ama-se sem olhar e sem palavras,
cala-se e sente-se por dentro
quando as pupilas ficam bravas
e o peito repleto de alento
expele sufocos de idolatria
por quem nos sorriu mais aberto
ou se chegou mais de perto
da nossa expressão fria.
Ama-se sempre, sem cura,
e quando não se tem intenção
ama-se da forma mais pura
sem grilheta nem contenção,
ama-se, porque amar é loucura.
Com uma face carrancuda e inércia muscular
olha-se outra, mais risonha e mais linda,
e ama-se, ainda.
Ama-se sem olhar e sem palavras,
cala-se e sente-se por dentro
quando as pupilas ficam bravas
e o peito repleto de alento
expele sufocos de idolatria
por quem nos sorriu mais aberto
ou se chegou mais de perto
da nossa expressão fria.
Ama-se sempre, sem cura,
e quando não se tem intenção
ama-se da forma mais pura
sem grilheta nem contenção,
ama-se, porque amar é loucura.
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