Em prisão domiciliar

Fiquei como prisioneiro no domicilio
Da noite, suspirando cada eco do seu
Silêncio tenebroso...já tão rotineiro
Amontoei na manhã gratos gomos de
Orvalho tristemente abandonados na
Soleira do tempo desaguando ali sorrateiro
A esperança acomoda-se entretanto numa
Saudade que deixei indecisa...indiferente
Suspiro das minhas ousadias perenes e submissas
Latejam memórias que antes se estatelaram entre
O vão de muitas lembranças ostentosas, vivendo
Pra sempre naquela utopia quase, quase portentosa
Frederico de Castro
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