E depois...nós

Pensar, divagar, emprestar ao
Olhar a matriz deste silêncio quase
A naufragar...e depois, nós escravizados
Num momento de tempo tão eternizado
O tempo matou uma hora radical
Deixou pestanejar toda esta solidão
Perdida entre os penhascos do tempo
Onde me atirei outrora com tamanha prontidão
Medita minha alma entre as vigílias da noite
Profunda e cordata habitando aqueles sentidos
Soçobrando quase dementes...quase irreverentes
Hoje alimento cada eco que serpenteia a ousada
Florescência de uma caricia mais contundente até que
Em nós fertilize um beijo, ou um desejo mais premente
E depois nós... mais que apaixonados, absolutamente
Reincidentes, quase incriminados
Frederico de Castro
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