No coletivo para o trabalho ou Feliz Ano Velho
De um lado concretos gigantescos
Debruçados em
Humor aquoso.
Do outro
Vacuns cochilando...
( com seus sapatos lustrosos vivos,
tênis, camisas,
sandálias e tamancos,
todos novos e charmosos )
... Sem terem pesadelos
Por permitirem
Que seus filhos
Decepassem seus diminutos dedos
Nas engrenagens dentuças
Do tear.
Ah ! que grande e maravilhosos pasto!
Casas de consolo
Com seus soldados e soldadas
Aguardam silenciosos
Os pretéritos balidos.
Estrelas artificiais
Festejaram na noite anterior
Antes de se apagarem
( elas aprenderam com Sêneca que a
quantidade de vida não é medida por fios brancos, nem com rugas e tão pouco por
boca sem dentes)
Palavrões artroses saíram de suas
gargantas :
- NÃO HÁ NADA DE NOVO DEBAIXO DO SOL
!!!!
Nas calçada da Opulência
Senhores e Senhoras
De alma gentil e benfeitoras
Indignam-se pelas vísceras
E estômagos
Que mendigam
E enchem o ar de moléculas fétidas.
Moedas chacoalham pelo mundo todo,
Ditando suas leis.
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