Não, nunca me amaste
porque sempre gostaste dos bailes
dos tentilhões azuis,
dos cafés-concerto
dos menestréis vaidosos como tu
e dos contos de fada onde
tudo se desenvolve
e se finda bem.
Não, definitivamente
tu nunca me amante, não tenho dúvidas:
se me amasses, terias bebido comigo
e sentido o gosto da noite,
das chuvas de fogo
e das cinzas!
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