AMOR PERTURBADO
Como um cão encurralado,
eu premeditava minha fulga
ou minha morte
naquele canto
de falso céu que ela plantava;
em um amor perturbado
e suicida é impossível saber
qual seja a melhor decisão a ser tomada
durante uma tempestade:
devorar ou se deixar ser devorado,
torturer ou se deixar ser torturado,
profaner ou se deixar ser profanado.
Mas quando o amor
é demasiado e não cabe no prato,
pode soar como um bálsamo também
a ideia de se ter uma eternal
partida mais acelerada!
eu premeditava minha fulga
ou minha morte
naquele canto
de falso céu que ela plantava;
em um amor perturbado
e suicida é impossível saber
qual seja a melhor decisão a ser tomada
durante uma tempestade:
devorar ou se deixar ser devorado,
torturer ou se deixar ser torturado,
profaner ou se deixar ser profanado.
Mas quando o amor
é demasiado e não cabe no prato,
pode soar como um bálsamo também
a ideia de se ter uma eternal
partida mais acelerada!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Rotinas
gostar de rotinas faz-me gostar muito mais dos dias que não sabem a ontem
Isabel Pires
Mimos
às vezes o amor
aproveita-se das ausências
veste-se de filamentos de nós
e invade os dias que nascem iguais
para os tornar e…
Isabel Pires
Carmesim
há um encanto especial nos dias curtos do verão tardio.
o sol, em promessa de brevidade, beija-nos a pele com vontade de ficar.
…
Isabel Pires
A meias
raia a manhã na consciência tempo entardecido insistência rastros do homem em sua ausência a que foge de si a que lhe intenta construir-s…
AurelioAquino