O VENENO VIROU DOR DE PARTO!
Antes do terror,
ela sobrevoou sobre meu deserto,
pousou no telhado de minha
casa
e foi adentrando
aos poucos, com sua melodia única
e sedutoramente
linda,
pela fechadura,
pela porta, pelas frestas do telhado,
pelos poros da parede, pelas frias e solitárias
sombras de minhas madrugadas.
Maldição!
até hoje não sei como ela
conseguiu, com seu falso
ar angelical,
adentrar assim
fazer tamanho estrago!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Rotinas
gostar de rotinas faz-me gostar muito mais dos dias que não sabem a ontem
Isabel Pires
Mimos
às vezes o amor
aproveita-se das ausências
veste-se de filamentos de nós
e invade os dias que nascem iguais
para os tornar e…
Isabel Pires
Carmesim
há um encanto especial nos dias curtos do verão tardio.
o sol, em promessa de brevidade, beija-nos a pele com vontade de ficar.
…
Isabel Pires
A meias
raia a manhã na consciência tempo entardecido insistência rastros do homem em sua ausência a que foge de si a que lhe intenta construir-s…
AurelioAquino