A carta que jamais aceitei.
A àqueles que ficam,
Em mais um dia louco de trabalho. Eu fitava o relógio que marcava 17:50 da tarde. Aos poucos o escritório estava se tornando quieto. Os corredores não estavam mais abarrotados de tantos trambolhos. Um alívio para os meus sentidos, mesmo que o transito lá fora já me assustasse. Os meus sentimentos estavam aguçados, quase que me deixando a ponto de sair desvairado, louco como o dia que me atordoou. Sobre a mobília estava a tão assustadora carta de demissão. Hoje era o meu último dia naquela sala de três metros quadrados. Adiante os meus pertences me aguardavam no fundo de uma caixa de papelão. Na hora da partida eu não olhei para trás, pois outra vez o meu orgulho havia me dominado. A fragilidade do momento me fez abandonar o que ainda me restava, e agora sem destino eu estava. Saindo pela porta de entrada, caminhei em direção ao meu carro e lá dentro eu me afoguei em minhas lágrimas. O coração apertou e as lembranças me fizeram fraquejar. Engajei a marcha e fugi para o mais longe que eu pudesse chegar. Pela rua movimentada eu cometi infrações e continuei a avançar. Eu não sei o que exatamente me parou, mas a dor finalmente havia passado. Quando eu acordei eu estava ao lado daquela que eu prometi nunca abandonar. Agora eu estou feliz e junto a ela eu irei continuar. Não peço que me compreendam, mas que entendam que uma promessa de amor nunca se deve quebrar. Deixo essa carta para que as minhas palavras continuem a expressar tudo o que um dia eu senti por aquela que eu havia dito nunca abandonar.
- Neto Ribeiro
Em mais um dia louco de trabalho. Eu fitava o relógio que marcava 17:50 da tarde. Aos poucos o escritório estava se tornando quieto. Os corredores não estavam mais abarrotados de tantos trambolhos. Um alívio para os meus sentidos, mesmo que o transito lá fora já me assustasse. Os meus sentimentos estavam aguçados, quase que me deixando a ponto de sair desvairado, louco como o dia que me atordoou. Sobre a mobília estava a tão assustadora carta de demissão. Hoje era o meu último dia naquela sala de três metros quadrados. Adiante os meus pertences me aguardavam no fundo de uma caixa de papelão. Na hora da partida eu não olhei para trás, pois outra vez o meu orgulho havia me dominado. A fragilidade do momento me fez abandonar o que ainda me restava, e agora sem destino eu estava. Saindo pela porta de entrada, caminhei em direção ao meu carro e lá dentro eu me afoguei em minhas lágrimas. O coração apertou e as lembranças me fizeram fraquejar. Engajei a marcha e fugi para o mais longe que eu pudesse chegar. Pela rua movimentada eu cometi infrações e continuei a avançar. Eu não sei o que exatamente me parou, mas a dor finalmente havia passado. Quando eu acordei eu estava ao lado daquela que eu prometi nunca abandonar. Agora eu estou feliz e junto a ela eu irei continuar. Não peço que me compreendam, mas que entendam que uma promessa de amor nunca se deve quebrar. Deixo essa carta para que as minhas palavras continuem a expressar tudo o que um dia eu senti por aquela que eu havia dito nunca abandonar.
- Neto Ribeiro
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