Amante do Carrasco
É um ciclo, é uma repetição, uma monotomia.
Tão previsível, tão deprimente.
Esse ciclo, cada vez que roda, me destroi, me consome, me mata.
Morro a morte em ciclos.
Sejam pequenas mortes ou mortes dolorosas o fato é que eu morro.
Morri esses dias, nos braços de um outro alguem,
e assim que livre, restava apenas a usual solidão.
Na raiva de tentar quebrar o ciclo,
tomo de novo o caminho do abatedouro em um outro leito,
e tiro minhas roupas como quem dá-se ao carrasco,
e novamente dou meus ultimos passos no corredor da morte.
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