O silêncio da madrugada

O silêncio que devora o papel e a tinta da esferográfica.
Dispertando o consciente perecido, que desvincula palavras, que os tímpanos carecem de ouvir.
E um suave vento redimido atiça a escrita
Escavando um poço inesgotável de palavras.
O silêncio que amudece, mais as palavras não cansam de pairar apoquentando a mente.
Seu olhar engulido pelo papel e a tinta tatuando a sua superficie.
Batendo mais rápido as asas, a inspiração reconciliando o mais fundo com silêncio, remando em altos mares sem temer o perigo
E o sono estatelado como segurança, presencia as emoções das esculturas.
São palavras que me reunem, estragavando e demitindo o meu silênciado sono da madrugada.
Andrade Aurelio Mandlate
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