Uma janela ainda
aberta diante do cão que passa
apressado rumo à morte,
que doce,
que singelo,
que tudo esta janela aberta,
com a dona
a me acenar com o coração
e com a mão.
Sim, uma última
janela aberta, para lá vejo força,
vejo beleza, vejo vida
e vejo amor:
donde estou,
meu deserto vibra seco e, vendo-a
à janela, brilhar,
não sei se sinto
mais prazer, mais amor
ou mais dor!
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