Depois de nós,
dos eus, os pós,
da fricção
dos dedos,
nas folhas,
desfazem-nas,
mas não desfazem
quem te escreveste.

Quedas quedo e ledo
que se lembrem
do que existe
a tua mão.

Depois da voz,
dos eus,
somos nós.



Escrito c. 26/06/2017
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