Descolar

A espreitar do céu, um gato
das órbitas amendoadas
ordens macias ronronadas
as saltitantes passadas.
E o céu que não se apaga
em névoa acinzentada
cada poste luz vaga
ervinhas de solidão.
Brilhante foguetão
casco na cabeça
malinha na mão
mão na cabeça.
Voa para cima
com um fato
e esse gato
olha acima.
Olha ali
o gato
as luzes
e o chão.
Na mão
mala,
fato,
casco.
E
vai
não
mias,
vem.
Poema Ecfrástico escrito a 19/03/2017
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