Chega!
Observo o retrato
Desse povo brasileiro
Não quer mais ficar parado
Enquanto a elite nada no dinheiro.
O sistema é corrompido,
Pode acreditar!
É hora de nos unirmos,
Vamos pra rua pra lutar!
Procuro a ordem não consigo ver!
E o progresso é só nas mansões,
E no inferno dá pra perceber
Desfilando de terno, vários ladrões.
E o povo, muitas vezes, perdido,
Enxuga o pranto e só quer ser ouvido.
Aponta pro céu e questiona:
Por que todo esse castigo?
O Brasil que queremos é de igualdades
Seja preto, branco, índios, rico, pobres e miseráveis
Mas que tenham as mesmas oportunidades
Um país sem soberania fica a beira da loucura,
Não podemos deixar, ferir nossa cultura
O país de prostitutas e da impunidade
Lá fora nos conhecem com essa realidade
Sai fora gringo aqui do meu Brasil
Não foi sua pátria que me pariu,
Respeito ao nosso povo que não se vendeu
Bem diferente daqueles que se corrompeu!
Negro Vatto/Guilherme Azevedo
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