Meu eu desconhecido
Às vezes me sinto tomada por um silêncio ensurdecedor
E às vezes os tambores de mim rufam incessantemente
Ora mergulho na fundura da minha essência com ardor
E às vezes me pego em leviandade tão superficialmente.
Às vezes sou previsível e coloco embaixo do braço, tudo
E às vezes tudo que é me dado não é nada do que quero
E às vezes quero falar quando o instante quer ser mudo
Muitas vezes emudeço e me tranco mais do que espero.
Meu eu desconhecido sempre aparece e me surpreende
Ele me fez construir meu mundo às margens do universo
Às vezes tenho a resposta, mas o que respondo é inverso.
Meu eu desconhecido recorre meu pensamento, ofende.
E às vezes divago na superfície do que conheço de mim
E me perco no meu desconhecido conhecendo-o enfim.
ღRaquel Ordonesღ
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski