O que restará
Língua empapada de sangue.
Pedaços de limos pestilentos,
esquecidos nos ouvidos
sonolentos.
Imagens usadas como balas,
uma baleia rodopia,
num deserto encharcado,
em carne esquecida nas valas.
Se dela escorrem os sangues,
de vozes silenciadas,
apagadas e agora exangues,
dela correm também
palavras de afecto
tão puro, tão discreto.
Oprimido por ladaínhas
odiosas como espinhas
dos sonhos o mais desperto.
Resiste,
resiste ainda.
Resiste ainda o amor.
Resiste ainda o amor.
Escrito a 23/10/2017
Pedaços de limos pestilentos,
esquecidos nos ouvidos
sonolentos.
Imagens usadas como balas,
uma baleia rodopia,
num deserto encharcado,
em carne esquecida nas valas.
Se dela escorrem os sangues,
de vozes silenciadas,
apagadas e agora exangues,
dela correm também
palavras de afecto
tão puro, tão discreto.
Oprimido por ladaínhas
odiosas como espinhas
dos sonhos o mais desperto.
Resiste,
resiste ainda.
Resiste ainda o amor.
Resiste ainda o amor.
Escrito a 23/10/2017
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