Apeadeiro
Essas brumas vagas no apeadeiro do silêncio.
No escuro puxa-se a corda,
segura-a e eleva-se.
Grunhido apagado, iluminado.
Luz vermelha e pela borda
do oceano, seco de breu mole
pegajoso e invisível no topo
de uma árvore.
Frio e silencioso, amarrado,
de passagem pela ponte do sol.
Ondas curtas e longas e nenhumas.
Verdadeiras e descontroladas.
P'ra cima,
p'ra baixo.
emerge
Mergulha, , mergulha.
No ar seco que encharca os braços nus,
as tuas mãos cansadas sacodem as cordas,
e mergulhas em segredo.
A árvore carpideira de braços nus
e secos.
Braços nus e secos, encharcados.
E não se dissipa a bruma.
Nunca houve comboio.
Escrito a 18/09/2017
No escuro puxa-se a corda,
segura-a e eleva-se.
Grunhido apagado, iluminado.
Luz vermelha e pela borda
do oceano, seco de breu mole
pegajoso e invisível no topo
de uma árvore.
Frio e silencioso, amarrado,
de passagem pela ponte do sol.
Ondas curtas e longas e nenhumas.
Verdadeiras e descontroladas.
P'ra cima,
p'ra baixo.
emerge
Mergulha, , mergulha.
No ar seco que encharca os braços nus,
as tuas mãos cansadas sacodem as cordas,
e mergulhas em segredo.
A árvore carpideira de braços nus
e secos.
Braços nus e secos, encharcados.
E não se dissipa a bruma.
Nunca houve comboio.
Escrito a 18/09/2017
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