Olhar de longe...

A tristeza partir
As palavras digerir
Uma lágrima sóbria aferir
Depois de muitos silêncios deglutir
Olhar de longe...
As memórias expandir
Até que a noite se deixe despir
E nós nos amar-mos até a morte surgir
Olhar de longe...
As sombras que se esgueiram por fim
A escuridão por muito que queira subsistir
Morre aqui de vez sem lamentos repartir
Olhar de longe...
O amordaçar do silêncio sempre a retinir
O murmúrio dos nossos beijos a flertar e assentir
Em toda a solidão que incólume por fim se quer demitir
Olhar de longe...
A casta sumarenta dos desejos a fluir
Até nos embebedarmos pra sempre numa
Caricia incomum, imponente sem sequer mais discutir
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*