A porta

E aqui estou mais uma vez...
Tentando aliviar toda dor, angustia e sofrimento.
Todos esses sentimentos dentro de mim
Que parece nunca ter fim.

Estou cansada...
Cansada de ser o que eu não sou,
Cansada de demonstrar o que eu não sinto,
Cansada de esconder tudo isso,
Casada de se esconder nesse labirinto.

Se esconder-se de se mesmo é covardia,
Então eu sou a mais covarde de todas.
Por que toda essa agonia?
Por que tem que ser sempre assim?
Tão complicado pra mim...
Mas a verdade é que eu só preciso
Abrir aquela porta.

Porém tenho medo...
Como eu disse, sou uma covarde.
Tenho medo do indeciso,
Tenho medo de mim,
Tenho medo, apenas isso.

Ahh... a porta,
Porta esta que aparentemente
É tão simples de derrubar.
Porém está emperrada, fechada, trancada...
E eu?
Eu não consigo abrir...

Fecho meus olhos por alguns instantes
E talvez por loucura ou devaneios,
Me vejo do lado de dentro da porta.

Novamente, aquela porta...
Como abrir essa maldita porta?

Abro os olhos e percebo
Que sempre estive ali,
Do lado de dentro daquela porta
Que continuava fechada.
Não era loucura, muito menos devaneio.
Aquela era apenas a minha realidade mesmo.

Observo melhor ao meu redor,
Viro-me para o lado oposto da porta.
Aquela mesma porta...
E vejo onde estou.
Estou dentro de um labirinto.

Ahh... O labirinto...
Que inevitavelmente nunca sai dele.
E como num flash, lembro-me daquela frase:
"Como sair desse labirinto de sofrimento?"

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