PERDI A COR DA NUVEM!
Perdi a cor da nuvem
em que nos abarcamos outrora,
agora sei apenas que há um corpo
sensual e faminto a andar
por aí
- entre mares sedutores,
céus promissores e pedras-de-tropeço
de todas as cores -
a se inebriar a goles
de sonhos, amores e encantos
e outros pássaros
sapiens,
com suas vesanias às mentes,
seus regozijos às bocas
e suas extasiantes espumas
às genitálias.
Sim, perdi a cor da nuvem
em ângulos e caminhos contrários,
sem nunca termos conseguido elucidar
os mistérios de nossos ventos,
chuvas e tempestades.
em que nos abarcamos outrora,
agora sei apenas que há um corpo
sensual e faminto a andar
por aí
- entre mares sedutores,
céus promissores e pedras-de-tropeço
de todas as cores -
a se inebriar a goles
de sonhos, amores e encantos
e outros pássaros
sapiens,
com suas vesanias às mentes,
seus regozijos às bocas
e suas extasiantes espumas
às genitálias.
Sim, perdi a cor da nuvem
em ângulos e caminhos contrários,
sem nunca termos conseguido elucidar
os mistérios de nossos ventos,
chuvas e tempestades.
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