No cabo dos mitos
No cabo dos mitos,
Onde as brumas moram,
As ilusões voaram em farrapos,
E as mágoas ficaram,
No cabo dos muitos,
Os negros penedos não são d'agora,
São tão antigos, tão antigos,
Como quem lá ficou e chora.
No cabo dos medos,
Onde este país se afoga,
Os magros abalam todos,
O que ficou, chora e roga
Aos medos com que o enganam.
Aos medos com que o enganam.
-Não lhes contassem das lendas
E dos mares que heróis trilharam,
Espelham nos rostos misérias inglórias,
No cabo dos magros trabalhos,
Lá,onde os déspotas governam,
Foi imposta
Chacina, aos que habitam.
No cabo das tormentas,
As ilusões fundaram,
Este Portugal de lendas...
Lamento os que o afundam,
No mar de todos os degredos,
Gloriosos os que aqui ainda vivem,
E morrem presos
P'lo cabo dos dedos e p'los cabelos...
Jorge Santos (01/2013)
(VIVA PORTUGAL)
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
2013-12-30
um belo poema ilustrando o Portugal de hoje desperdiçando a vida, levando seus filhos ao degredo e penhorando o futuro de todos.
Outros poemas de participantes
zumbilésbia
ela foge e a cidade está tomada o camarada surge em sua mente qual mestre dos magos orientando-lhe na fuga que a situação é de luta todos…
Kátia Surreal
If I didn't had your love
If I didn't had your love My Father I would not be able to live Without your love Please Father give me Some love Because I know that You…
Aldo gabbay kraas
as músicas que escolho
posto poucas não há segredos só pretextos uma falsa trilha sonora regendo o percurso do dia hoje então me descubro quase um segundo quem…
Kátia Surreal
sombras na lua
eu queria tocar mais a fundo onde está tudo tão escuro muito além do que é eu queria galgar este muro porque meu mundo avulta-se como eu…
Kátia Surreal