NUM LONGÍNQUO CREPÚSCULO!
Num longínquo crepúsculo,
ele se sentou nunca cadeira de mogno
e começou a enrolar, lentamente,
seu cigarro de palha:
as mãos calejadas
pareciam ter se transformado
em rijos e estranhos cascos,
com seus tentáculos cansados;
à pele envelhecida,
corriam tantas falésias
que lhe encobriam estórias
e nativas sardas.
Ele gostava ver o pôr-do-sol
dando baforadas
como que a assistir às últimas
luzes do espetáculo,
como que a me ensinar
como são frágeis
as cortinas de fumaça.
ele se sentou nunca cadeira de mogno
e começou a enrolar, lentamente,
seu cigarro de palha:
as mãos calejadas
pareciam ter se transformado
em rijos e estranhos cascos,
com seus tentáculos cansados;
à pele envelhecida,
corriam tantas falésias
que lhe encobriam estórias
e nativas sardas.
Ele gostava ver o pôr-do-sol
dando baforadas
como que a assistir às últimas
luzes do espetáculo,
como que a me ensinar
como são frágeis
as cortinas de fumaça.
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