Jardim de Asfalto
Milhões de estruturas alicerçadas
Não com afeto
Criam prisões disfarçadas
Com muita massa e contreto
Prédios tortos se erguem
Eles caem, e denovo se erguem
Pessoas morrem, eles procedem
Eles caem, e denovo se erguem
Pessoas morrem, eles procedem
Uns deixam histórias
Outros deixam dores
Maria, o onze do sete mandou flores
O mundo tenta
Eu tento
Como pequenas casas
Que procuram luxo
E se resumem ao lixo
Desgaste da parede que uma hora vai cair
Desgaste da pele que uma hora irá se cortar
Desgaste da alma que uma hora irá me deixar
Comentários (1)
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2018-07-06
Gosto do seu jeito de escrever. É raro ver pessoas tão jovens escrevendo poesias. Parabéns.
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