Boulevard dos sonhos desfeitos
Nos limites do tempo corre uma hora
Milimetricamente solitária
Aninha-se entre os seios desta minha ilusão
Temperamental...quase hereditária
Remo mar afora e fico à mercê de muitas ondas
Ancoradas no galeão das saudades defuntas
Destino ou rota de mil memórias vagando
Pelo dossel do tempo obviamente tão fecundo
Vou pelas boulevards do mundo lajeando
Meu silêncio magmático até que se pavimente
De vez o cordato e eflúvio sonho tão cabalmente
Sob o manto da noite rastejam lamentos ou sussurros
Vagabundos quase reaccionários vestindo o corpete
Destas lágrimas pinceladas com desejos mais solidários
Frederico de Castro
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