NUNCA MAIS

Perdi da vida, os doces encantos,
Afundados em terríveis amargores,
Que hoje vivo só e aos prantos,
Nessa existência de dissabores.

Como a ave escura de rapina,
Que pousa em minha janela
Lembrando minha triste sina,
Que a vida já não é tão bela...

Sopra-me lamentos ao ouvido,
Como o choro das madrugadas,
Viva como a dor que tenho sentido.

Amor meu, onde agora tu estais?
E corvo responde, ave desgraçada
"Teu amor não há de voltar nunca mais".

- Cedric Constance
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