óleos derramados
Nestas mãos enfezadas de unhas pintadas
o cheiro a óleo enlouquece e adormece.
Oleiro enlameado sem talento, levadas
para o chão os perfumes, a voz emudece
e o silêncio sagrado sangra em sossego.
Ensopados os tecidos e os pedaços,
o perfume penetrante e pungente.
Gente que não quer mais abraços
braços que não querem mais gente.
A mente louca, alterada e inalados
os fumos perfumados dos óleos.
Sem sentimento nem desejo, derramados
amados antes e agora arrumados
para o chão, ensopados e vítreos.
15/07/2018
o cheiro a óleo enlouquece e adormece.
Oleiro enlameado sem talento, levadas
para o chão os perfumes, a voz emudece
e o silêncio sagrado sangra em sossego.
Ensopados os tecidos e os pedaços,
o perfume penetrante e pungente.
Gente que não quer mais abraços
braços que não querem mais gente.
A mente louca, alterada e inalados
os fumos perfumados dos óleos.
Sem sentimento nem desejo, derramados
amados antes e agora arrumados
para o chão, ensopados e vítreos.
15/07/2018
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
De ser
navegante de si impunemente nade todos os mares do que sente dê-se ao quanto ancorado na alma derramando na vida todas as falas seja como…
AurelioAquino
Perder-se do sol
Onde o cheiro do esquecimento ?
Onde soa mais real o eco
daquela canção que atormenta:
nas pedras do teu ouvido ?
no…
Darlan de Matos Cunha
Falta algo no conceito ?
Falta algo ? . Onde estavas se na época maior aqui não estavas ? Perdas e ganhos à mão pedras de sal no encontro pedra de açúcar no c…
Darlan de Matos Cunha
A Lua e o Girassol.
Para comemorar esta noite , a lua que me apresenta é monumental. Me clareia entre as árvores de meu quintal. Sua cor é de um girassol , …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*