Medo
Um escrúpulo dessa sociedade
Que arrancou a candura do menino
Vestiu de maneira uniforme
Para que o mesmo sentisse igual
Porém na verdade parte morria
Um ser é um animal
Mas nunca será uma maquina
Seu sentir seria a culpa da impossibilidade
E arrancar tal capacidade castra sua alma
Ele sente por sensores em seu corpo
Dentre eles sua cabeça que percebe o medo
O medo de não ser quem realmente é
O medo de ser julgado
O medo
Aquele que acorrenta o ser
Sufoca a alegria do ser humano
Distanciando ele de seu destino
Até que não haja mais forças
Para sonhar e amar
O pior de tudo é saber que quando solto
Marcas continuam em seu corpo
Infeliz alma melancólica
Pelo menos diferente de outros
Não usou as correntes que lhe prendiam
Para prender os outros a si....
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