tempo - finita ampulheta
me pergunto do tempo que passa por minhas células e as deixam enrugadas
me pergunto do tempo que vivi estando no mundo da lua
me pergunto do tempo que passei pensando em você, que nenhum tempo gastou pensando em mim
me pergunto do tempo que existi calada, sem um ar sair, sem uma palavra entrar
pergunto-me do tic tac do relógio que pulsava sem parar a vida
no tic que fazia quando eu chorava
e no tac que soava quando eu dormia
as batidas do tempo, que nos une e que nos afasta
que faz de mim outro ser que não mais existe
me pergunto do tempo que não compreendia a infinidade das palavras, dos sentimentos, do eu
me pergunto da velha que gastava seus últimos anos tricotando a toalha de mesa pra neta que iria casar-se
me pergunto do tempo que contei esperando você chegar, e do tempo que você não contou para não me ver partir
me pergunto do tempo que leva pra chegar ao outro lado do mundo
pergunto-me o que fazia quando não me perguntava sobre o tempo
e dos segundos que contei até ve-lo passar
invisivelmente por meu corpo, visivelmente na tela do celular
e do tempo que não passou na escola
e do tempo que voou quando aconcheguei-me em seus braços
o tempo que vem, que passa,
que muda, que transforma,
que faz-nos amar e conhecer,
chorar, crescer e principalmente ser
e que por fim, depois da estrada, nos deixa.
me pergunto do tempo que vivi estando no mundo da lua
me pergunto do tempo que passei pensando em você, que nenhum tempo gastou pensando em mim
me pergunto do tempo que existi calada, sem um ar sair, sem uma palavra entrar
pergunto-me do tic tac do relógio que pulsava sem parar a vida
no tic que fazia quando eu chorava
e no tac que soava quando eu dormia
as batidas do tempo, que nos une e que nos afasta
que faz de mim outro ser que não mais existe
me pergunto do tempo que não compreendia a infinidade das palavras, dos sentimentos, do eu
me pergunto da velha que gastava seus últimos anos tricotando a toalha de mesa pra neta que iria casar-se
me pergunto do tempo que contei esperando você chegar, e do tempo que você não contou para não me ver partir
me pergunto do tempo que leva pra chegar ao outro lado do mundo
pergunto-me o que fazia quando não me perguntava sobre o tempo
e dos segundos que contei até ve-lo passar
invisivelmente por meu corpo, visivelmente na tela do celular
e do tempo que não passou na escola
e do tempo que voou quando aconcheguei-me em seus braços
o tempo que vem, que passa,
que muda, que transforma,
que faz-nos amar e conhecer,
chorar, crescer e principalmente ser
e que por fim, depois da estrada, nos deixa.
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