Soneto adeus
Flutuando num eterno limbo
Preso com o Minotauro em seu labirinto
O medo material me persegue
Exausto, que o diabo me carregue,
Procuro uma espada reluzente
Para matar todos os demônios
Mas me corte comumente
Com meus hábitos e ócios,
Vejo meu vicio como Polifemo
Gigante e forte, monstro eterno
Seus passos fazer tremer a terra
Pronto pra matar-me sem trégua,
Escuto o socorro da alma, nada calma
Ao lado do temporal, a ponta da arma... (disparo).
"temporal"= diz respeito às têmporas: osso temporal.
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